TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
DIRETORIA GERAL DE COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA
SECRETARIA ADMINISTRATIVA
SERVIÇO DE ENGENHARIA
 
 
DOCUMENTO APENAS PARA CONSULTA - SERVE TÃO SOMENTE PARA CONHECIMENTO DOS INTERESSADOS.
PERMITINDO A DECISÃO PELA RETIRADA OU NÃO DO RESPECTIVO EDITAL E SEUS ANEXOS.
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE AMPLIAÇÃO DO PRÉDIO DO ALMOXARIFADO DO TST EM BRASÍLIA (SAAN).
 
 
 
 
 
 
Relatório do Projeto
 
 
 
 
 
Julho - 1998

 

 

 
1 Introdução A Sede do Tribunal Superior do Trabalho- TST, está instalada em um conjunto de 3 prédios, localizados na Praça dos Tribunais, tendo algumas atividades administrativas instaladas no Prédio do Almoxarifado, localizado no Setor de Armazenamento e Abastecimento Norte, Quadra 3 lotes 915,965 e Quadra 4 lote 966, Brasília - DF.

Devido a falta de espaço para as atividades administrativas nos Ed. Sede, Anexo II e Anexo I, a Direção Superior do TST, determinou que Serviço de Engenharia adotasse as providencias necessárias para realização de obras de ampliação do Prédio Almoxarifado, com o aproveitamento da área do 3º piso, ampliando-se a área utilizável do Prédio em cerca de 392 m².

Apesar dos padrão de manutenção que o TST dispensa aos seus imóveis, vistoria realizada no Edifício do Almoxarifado, indicou a necessidade de algumas intervenções, visando a restauração do prédio as suas condições funcionais iniciais.

Dentro desta obra também foi incluída a instalação de rede estabilizada e a instalação de mais pontos lógicos para atender os equipamentos eletrônicos existentes e planejados para operarem no prédio.

O Serviço de Engenharia elaborou então o Projeto de Arquitetura da Ampliação, e os Projetos Básicos de Instalações Elétricas e Prediais, e da Rede Lógica, contratando o Eng Lucilio Antonio Vitorino , autor do Projeto Estrutural do prédio existente para a elaboração do Projeto Estrutural da ampliação.

Assim. será encargo da Contratada, elaborar o Projeto Executivo das Instalações Elétricas e Prediais, e da Rede Lógica, e o de Adequação da Arquitetura, segundo as instruções e diretrizes preconizadas neste Relatório de Projeto.

O Projeto é composto dos seguintes volumes:

Volume 1:

Relatório do Projeto e Documentos para Concorrência - permite uma visão geral do projeto e fornece os elementos necessários à elaboração de proposta para a concorrência de execução. Contém a descrição dos serviços a serem realizados, instruções para detalhamento dos projetos básicos, especificações , plano de trabalho e orçamento.

Volume 2:

Projetos - neste volume estão apresentadas as plantas e detalhes do Projeto Arquitetônico, do Projeto de Estruturas e dos Projetos Básicos de Instalações.

2 Informativo do Projeto 2.1 O Prédio Existente O prédio onde serão realizadas as obras e serviços detalhados neste Projeto, foi inicialmente destinado a Almoxarifado abrigando, atualmente, várias atividades administrativas do TST. Construído em 1980, o prédio, com área aproximada de 4.100m², térreo mais 3 pavimentos, 2 elevadores e 1 escada.

Dentro do mesmo lote, remembrado após a obtenção da carta de Habite-se, em abril de 1998, foram edificados um Galpão, em 1980, e Coberturas metálicas para estacionamento, em 1991.

2.2 Vistoria O Serviço de Engenharia realizou vistoria no Prédio, em abril de 1998 e relacionou os defeitos e problemas construtivos existentes.

Térreo:

- trinca na parede dos fundos em 45º, proveniente da acomodação das fundações;

- trinca na parede lateral em 45º;

1º Andar:

- infiltração das esquadrias em todas as fachadas;

2º Andar: - infiltrações em vários pontos do forro;

3º Andar:

- infiltrações em vários pontos do forro;

- infiltração grande (quina) sala Setor de Pagamento de Bens e Serviços;

- infiltrações casa de máquinas.

- infiltrações parede fachada principal do restaurante;

- rachaduras teto/parede (para cobertura);.

Cobertura:

- by pass - parede externa sem acabamento;

- as calhas não comportam o volume de água e transbordam, causando infiltração por baixo das telhas 2º e 3º andares (corrigir inclinação, aumentar as calhas ou substituir os ralos abacaxi).

Esgoto

- não há ligação com a CAESB

Diversos - Poço de ventilação com trincas de retração

- Pintura da fachada principal deteriorada

- Brises enferrujados;

- Instalação elétrica aparente (cobertura metálica fachada leste);

2.3 Material para consulta

- Laudo de Estruturas

- Projeto de Estrutura original

- Projeto de Estrutura da área de acréscimo

- Projeto de Fundações original

- Projeto de Instalações Elétricas original

- Projeto Básico de Instalações Elétricas

- Levantamento de cargas e circuitos

- Projeto de Instalações Hidrosanitárias original

- Projeto Básico de Instalações Hidrosanitárias

- Projeto de Instalação de Telefone original

- Projeto Básico de Telefone

- Projeto Básico de Som Ambiente

- Projeto de Arquitetura original

- Projeto de Arquitetura da área de acréscimo

- Carta de Habite-se obtido junto à Administração de Brasília.

3 Serviços Previstos 3.1 Reforço da Estrutura de Concreto Armado
Execução de reforço estrutural nas lajes e vigas do 3º piso, na área de ampliação, originalmente projetada como laje de forro, que será convertida em laje de piso. Este serviço deverá ser executado de acordo com o especificado no projeto e por firma especializada.

Os serviços deverão ser programados e executados, considerando-se que as atividades administrativas instaladas no prédio, serão mantidas com o mínimo de transtorno em decorrência das obras.

3.2 Estruturas Para reduzir o peso próprio da cobertura do 3º pavimento, foi projetada estrutura metálica e de concreto, apoiada nos pilares de concreto da estrutura existente. Aplicam-se neste item as mesmas recomendações do anterior a respeito da manutenção das atividades administrativas instaladas no prédio. 3.3 Ampliação das Instalações Elétricas A ampliação das instalações existentes será feita de acordo com o projeto básico da área de acréscimo

Serão criados quadros separados para as instalações elétricas, de ar condicionado e de rede estabilizada.

Todos os circuitos da área existente serão redimensionados e se necessário serão criados novos circuitos.

Toda fiação desativada será retirada e a aparente será embutida.

O Construtor deverá providenciar, às suas custas a identificação de todos os circuitos nos quadros de luz com chapa de acrílico contendo, como informação o número do circuito e seu setor correspondente

3.4 Instalação de Rede Estabilizada Será feita em quadros separados, instalados em locais a serem definidos pela fiscalização.

As instalações para todo o prédio serão executadas de acordo com o projeto básico do item anterior.

Próximo a cada ponto lógico deverão ser instaladas duas tomadas de rede estabilizada.

3.5 Ampliação da Rede Lógica A instalação dos novos pontos na rede existente e na área de acréscimo será executada de acordo com o padrão existente. 3.6 Ampliação da Instalação de Telefones Serão instaladas 2 (duas) novas caixas de distribuição no 3º andar, para facilitar a instalação de 60 (sessenta) novos pares. 3.7 Ampliação da Instalação de Som Ambiente A rede existente será expandida através dos pontos existentes mais próximos da área de acréscimo.

Em cada ponto serão instalados potenciômetros, alto falantes e sonofletores.

3.8 Instalação de Pára-raios O sistema de proteção contra descargas atmosféricas deverá ser retirado e após a conclusão da obra será reinstalado, conforme as especificações definidas no Capítulo 5 - Especificações. 3.9 Ampliação das Instalações Hidráulicas e Sanitárias e Águas Pluviais O sistema foi projetado de forma que o suprimento de água fornecido pela CAESB seja armazenado em dois reservatórios inferiores, interligados, com a capacidade de 15.600 litros d'água cada, e recalcados a dois reservatórios superiores com idêntica capacidade através de conjunto moto-bomba de LHP, cada, modelo 953, fabricação DANCOR.

O funcionamento de todo o sistema de alimentação dos pontos, de consumo é feito por gravidade, através do barrilete sob o reservatório superior e das colunas de alimentação conforme desenhos do projeto.

Será aumentada a vazão das calhas existentes na cobertura para evitar infiltração.

Será feito forro de gesso, rebaixado, no 2º andar para permitir a instalação do esgoto dos consultórios dentário e do médico

Será feita a ligação da rede de esgoto à CAESB.

3.10 Ampliação da Instalação de Combate a Incêndio Serão instaladas mangueiras e extintores de acordo com as normas do Corpo de Bombeiros e instalações existentes. 3.11 Restaurações e Pinturas As trincas de retração do poço de ventilação serão eliminadas.

As fachadas, forros e paredes de alvenaria serão pintadas.

Será feita vedação em todas as esquadrias para não permitir a passagem da água da chuva.

Será feita pintura automotiva, com emassamento, nos brises externos existentes, especialmente na fachada do poente.

4 Projetos 4.1 Projeto de Arquitetura O Projeto Executivo de Arquitetura foi desenvolvido, em superfícies arquitetônicas no sistema CAD, respeitando o aspecto arquitetônico do projeto original. Foram feitas adaptações nas esquadrias da área de ventilação interna e criada circulação dentro da área de serviço do restaurante.

Os elementos gráficos do Projeto de Arquitetura estão reunidos no Volume 2 - Projeto Executivo, consistindo de:

Planta baixas do 3º pavimento em escala 1:50

2 Cortes em escala 1:50.

Fachadas em escala 1:50.

4.2 Projeto de Estruturas O Projeto Executivo de Estruturas, verificou o novo carregamento da estrutura de concreto armado decorrente da conversão da laje de forro do 3º pavimento, dimensionando reforço das vigas e lajes e definiu a estrutura metálica a ser construída para a cobertura da área ampliada.

As plantas de ferragens para reforço da estrutura de concreto armado, e o detalhamento da estrutura metálica, estão apresentados no Volume 2 - Projeto Executivo.

A memória de cálculo, esta apresentada no Anexo 1- Memória de Cálculo de Estruturas, deste Relatório.

4.3 Projeto Básico de Instalações Elétricas e Rede Estabilizada

4.3.1 Instruções para o Detalhamento do Projeto Executivo

Deverão ser vistoriados os barramentos, quadros e demais instalações e analisado o levantamento de cargas existente.

Em seguida será definida a instalação das redes, dos quadros, circuitos novos e redefinidos, de acordo com as normas e especificações do projeto básico.

No projeto básico da área de acréscimo foram previsto quadros separados para instalação da rede elétrica, rede estabilizada e aparelhos de ar condicionado, ligados à rede existente.

Os projetos poderão ser entregues de modo a facilitar o cronograma de execução dos serviços.

Todas as tomadas serão identificadas, embutidas nas paredes e nos rodapés, exceto as de piso, de acordo com as normas.

4.4 Projeto Básico de Rede Lógica

4.4.1 Instruções para o Detalhamento do Projeto Executivo

A expansão da rede existente deverá seguir o padrão da rede da área de acréscimo.

Todas as tomadas serão identificadas, embutidas nas paredes, divisórias e nos rodapés e instaladas junto as tomadas da rede estabilizada..

4.5 Projeto Básico de Telefonia

4.5.1 Instruções para o Detalhamento do Projeto Executivo

Todas as tomadas serão embutidas nas paredes e nos rodapés e distribuídas igualmente pela área de acréscimo, através das duas caixas de passagem. 4.6 Projeto Básico de Som

4.6.1 Instruções para o Detalhamento do Projeto Executivo

A expansão da rede de som ambiente será através dos pontos existentes, mais próximos, da área de acréscimo.

Toda fiação deverá ser embutida nas paredes ou divisórias.

4.7 Projeto Básico de Para Raios

4.7.1 Instrução para o Detalhamento do Projeto de Para Raios

As descidas deverão ser projetadas de modo a não causar intrusão visual nas fachadas 4.8 Projeto Básico de Instalações Hidráulicas e Sanitárias

4.8.1 Instruções para o Detalhamento do Projeto Executivo

As tubulações de água e esgoto serão iguais as existentes e serão criadas novas descidas de água junto ao poço de ventilação 4.9 Projeto Básico de Combate a Incêndio

4.9.1 Instruções para o Detalhamento do Projeto Executivo

Deverá ser seguido o projeto original. 5 Especificações Técnicas 5.1 Serviços Preliminares

5.1.1 Generalidades

Todas as construções provisórias serão de responsabilidade do construtor assim como todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão de obra necessários à construção, incluindo serviços de limpeza, execução da edificação, acabamentos, mobiliários e posterior remoção. As edificações provisórias deverão ser executadas em madeira ou alvenaria e as instalações elétricas, hidráulicas e telefônicas deverão ser executadas de modo que, apesar de serem provisórias, tenham funcionamento perfeito. 5.1.2 Depósitos O construtor deverá prever depósito de material a ser empregado na obra, dimensionado a critério da necessidade de estoque e de maneira que os materiais ali estocados sejam devidamente protegidas. 5.1.3 Tapumes Deverá ser instalado tapume em compensado, nos 2º e 3ºandares, do piso ao teto, pintado de branco, nas áreas sob influência da obra, preservando o bom funcionamento dos serviços existentes.

No pavimento térreo deverá ser instalada fita nas cores preta e amarela nas imediações dos locais onde possa ocorrer queda de material a ser demolido ou construído.

5.1.4 Demolições As demolições são reguladas, sob o aspecto de segurança e medicina do trabalho, pela Norma Regulamentadora NR - 18, item 18.6, aprovada pela Portaria 3.214, de 8/6/78, do Ministério do Trabalho, publicada no D.O.U., de 6/7/78 (Suplemento).

Sob o aspecto técnico, as demolições são reguladas pela norma NB - 598/77, "Contratação, Execução e Supervisão de Demolições", da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 5688).

Desses documentos, cumpre destacar:

Item 18.6.6 da NR - 18:

" A demolição das paredes e pisos deverá ser iniciada pelo último pavimento. A demolição de qualquer pavimento somente será iniciada quando terminada a do pavimento imediatamente superior e removido todo o entulho."

Item 18.6.7 da NR - 18:

"Na demolição de prédio com mais de dois pavimentos, ou de altura equivalente, e distando menos de 3 metros do alinhamento do terreno. ... As bordas dessa cobertura deverão ser protegidas por tapume de 1 metro de altura, no mínimo."

Item 18.6.9 da NR - 18:

"A remoção dos materiais por gravidade deverá ser feita em calhas fechadas, de madeira ou metal."

Item 18.6.11 da NR - 18:

"Os materiais a serem demolidos ou removidos deverão ser previamente umedecidos, para reduzir a formação de poeira."

Item 4 da NBR 5682/77

Especifica os tipos de demolição que devem ser empregados nos diversos casos.

5.1.5 Prescrições complementares Demolições porventura necessárias serão efetuadas dentro da mais perfeita técnica, tomados os devidos cuidados de forma a evitar danos a terceiros.

A remoção e o transporte de todo o entulho e detritos provenientes das demolições serão executados pelo CONSTRUTOR, de acordo com as exigências da municipalidade local.

Os materiais remanescentes das demolições e que possam ser reaproveitados serão transportados pelo CONSTRUTOR, desde que não haja outras instruções a respeito, para depósitos indicados pela Fiscalização. A distância máxima de transporte desses materiais é de 10 km do local da obra.

Todo o material retirado nas demolições são de propriedade do Tribunal Superior do Trabalho.

O eventual aproveitamento de construções e instalações existentes para funcionamento à guisa de Instalações Provisórias de canteiro de obras ficará a critério da Fiscalização, desde que respeitadas as especificações estabelecidas em cada caso e verificado que ditas construções e instalações não interferem com o plano de construção, principalmente com relação à locação.

5.2 ESTRUTURAS

5.2.1 Estrutura

5.2.2 Proteção das superfícies das estruturas metálicas

Toda superfície deverá ser completamente limpa de sujeira, pó, graxa, óleo ou qualquer resíduo com ferrugem que possa interferir no processo de adesão da pintura de fundo anticorrosivo, à base de zinco. Precauções especiais deverão ser tomadas na limpeza dos cordões de solda, com a remoção de respingos, resíduos e da escória fundente.

Deverão ser utilizados :

Aço USI-SAC 41

Eletrodo AWS-E 7018 G

Parafusos ASTM-A 325

5.2.2.1 Montagem das estruturas A estrutura de concreto existente será furada e escariada, nas vigas, para colagem da ferragem de reforço, com cola epoxi própria para concreto.

O Construtor deverá apresentar previamente à Fiscalização, os documentos de procedimentos para montagem das estruturas. A montagem das estruturas deverá estar de acordo com o projeto de engenharia aqui apresentado. O construtor deverá também tomar todas as providências para que as estruturas permaneçam estáveis durante a montagem, utilizando contraventamentos, estaiamentos e ligações provisórias de montagem, em quantidade adequada e com resistência suficiente para que possam suportar os esforços atuantes durante a montagem.

Todos os contraventamentos e estaiamentos provisórios deverão ser retirados após a montagem, bem como preenchidas as furações para parafusos temporários de montagem.

Deverão ser observadas as especificações contidas no projeto de estruturas.

5.3 PAREDES

5.3.1 Alvenaria de tijolo celular

As alvenarias de tijolo celular obedecerão às dimensões e aos alinhamentos determinados no Projeto de Arquitetura. As espessuras indicadas referem-se às paredes depois de revestidas.

Se as dimensões dos tijolos a empregar obrigarem a pequena alteração dessas espessuras, serão efetuadas as necessárias modificações nos desenhos, depois de consultada a Fiscalização

A alvenaria será executada de acordo com as recomendações do fabricante.

5.3.2 Alvenaria de tijolo cerâmico A execução da alvenaria de tijolos maciços e/ou de blocos cerâmicos obedecerá às Normas da ABNT atinentes ao assunto, particularmente a NB 788/83 (NBR 8545), "Execução de Alvenaria Sem Função Estrutural de Tijolos e Blocos Cerâmicos".

As alvenarias de tijolos maciços e blocos cerâmicos obedecerão às dimensões e aos alinhamentos determinados no Projeto de Arquitetura.. As espessuras indicadas referem-se às paredes depois de revestidas.

Se as dimensões dos tijolos a empregar obrigarem a pequena alteração dessas espessuras, serão efetuadas as necessárias modificações nos desenhos, depois de consultada a Fiscalização.

Os componentes cerâmicos serão abundantemente molhados antes de sua colocação.

As alvenarias destinadas a receber chumbadores de serralharia serão executadas, obrigatoriamente com tijolos maciços.

O assentamento dos componentes cerâmicos será executado com juntas de amarração e as fiadas serão perfeitamente de nível, alinhadas e aprumadas.

As juntas de argamassa terão, no máximo, 10 mm. Serão alargadas ou rebaixadas, à ponta de colher, para que o emboço adira fortemente.

No caso de alvenaria de blocos cerâmicos é vedada a colocação de componente cerâmico com furos no sentido da espessura das paredes.

Todas as saliências superiores a 40 mm serão construídas com componentes cerâmicos.

5.4 ESQUADRIAS

5.4.1 Generalidades

Os detalhes de fabricação das esquadrias das fachadas deverão obedecer os mapas constantes no detalhamento do projeto arquitetônico.

O construtor, quando da contratação do fornecedor das esquadrias, deverá apresentar à Fiscalização, para aprovação, os seus detalhes construtivos, levando em conta que a modulação e os sistemas de abertura deverão obedecer as indicações constantes no projeto, devendo, no entanto, tanto no sentido vertical quanto horizontal, serem verificadas uma à uma, na obra.

Ficará o construtor responsável pela estanqueidade das esquadrias com relação à sua fabricação assim como no ato do assentamento de cada peça.

Todas as esquadrias das fachadas serão em alumínio anodizado na cor natural, iguais às existentes.

As demais esquadrias estão indicadas a seguir nestas especificações, assim como indicadas e detalhadas no projeto arquitetônico.

5.4.2 Esquadrias metálicas (de alumínio) Todos os serviços de serralharia em alumínio serão em anodizado natural, executados segundo técnica específica e obedecerão rigorosamente as indicações constantes dos respectivos desenhos de detalhes e as especificações contidas no projeto.

Os desenhos das esquadrias de alumínio anodizado são básicos Nenhum perfil, exceção dos baguetes, poderá ter menos de 2mm de espessura.

As esquadrias serão constituídas de perfis extrudados em liga especial para anodização, tipo ALCAN 50S. A percentagem de alumínio puro na liga não poderá ser inferior a 98%.

Os perfis serão dimensionados para resistir a pressão de ventos de 100Kg/m² e, deverão ter dimensões compatíveis ao perfeito funcionamento das janelas de modo a assegurar uma perfeita rigidez aos conjuntos.

A anodização será feita na cor natural com uma espessura mínima de 15 micra.

As ligações serão feitas por parafusos de latão cromado ou alumínio em liga do grupo AL, HG, SI e CR endurecidos por tratamento a temperatura elevada.

Nas ligações de elementos e contra marcos será permitido a utilização de parafusos do tipo aço zincado.

Não será permitida a utilização de parafusos aparentes nas ligações.

As peças deverão ser perfeitamente ajustadas e estanques. Para assegurar a estabilidade dos mesmos, será utilizado material plástico ou massa para vedação em todo perímetro da esquadria, em obediência aos detalhes contidos no projeto.

Os contramarcos serão de alumínio protegidos por verniz ou pintura isolante.

Os elementos de grandes dimensões serão providos de juntas capazes de absorverem a dilatação linear específica do alumínio.

As janelas serão guarnecidas por juntas plásticas, visando o amortecimento das vibrações e impedindo a transmissão de ruídos externos.

Com a finalidade de se obter uma estabilidade perfeita, as folhas móveis serão dotadas de fechos apertando sobre contra-fechos com inclinação progressiva.

Deverão ser apresentados pelo fornecedor protótipos de cada tipo de esquadrias em alumínio anodizado, para aprovação da Fiscalização.

5.4.3 Esquadrias de Madeira

5.4.3.1 Portas internas

Todos os serviços de marcenaria serão executados segundo a técnica para trabalhos desse gênero e obedecerão, rigorosamente, às indicações constantes dos respectivos desenhos de detalhes e às especificações contidas nos projetos.

As portas deverão ser executadas com encabeçamento de 5cm x 4cm, em ipê, com 4 transversinas, sendo três nas mesmas dimensões e uma, na altura da fechadura que terá 20cm x 4cm.

No enchimento será utilizado o material que ofereça maior resistência e menor peso.

Na forração externa será empregado o laminado melamínico, gelo acetinado, espessura 1,4mm.

As guarnições, serão em ipê rigorosamente plano e lixado, apresentando superfícies perfeitamente lisas.

O emprego de qualquer outro tipo de madeira, ficará subordinado à autorização da Fiscalização.

As aduelas serão fixadas mediante grampos metálicos previamente chumbados nas alvenarias.

As portas de madeira são identificadas no projeto arquitetônico com a sigla PM.

Na colocação das esquadrias de madeira deverão ser obedecidas as seguintes recomendações:

1. Serão colocadas por profissionais especializados com ferramentas adequadas e de acordo com a boa técnica.

2. As folgas, entre partes fixas e móveis, serão ajustadas de maneira a permitir o funcionamento fácil e normal.

3. As cavidades para colocação de ferragens serão abertas nos lugares certos e nos tamanhos justos.

4. As folhas móveis deverão funcionar perfeitamente sem folgas demasiadas.

5.4.4 Vidros
Os vidros a serem empregados serão transparentes comum planos e as espessuras deverão seguir a regra do "semiperímetro".

Os vidros serão de procedência conhecida de qualidade adequada aos fins a que se destinam, claros, sem manchas, bolhas, de espessura uniforme e sem empenamentos.

Deverão obedecer aos requisitos da EB-92.

O transporte e o armazenamento dos vidros serão executados de modo a protegê-los contra acidentes, utilizando embalagens apropriadas e evitando a estocagem em pilhas.

Deverão permanecer com suas etiquetas de fábrica, até serem instalados e inspecionados.

Os componentes de vidraçaria e materiais de vedação deverão chegar à obra em recipientes herméticos, lacrados e com a etiqueta do fabricante.

Os vidros serão fornecidos em dimensões previamente determinadas, obtidas através de medidas das esquadrias tiradas na obra e procurando, sempre que possível, evitar cortes no local de construção.

As placas de vidro serão cuidadosamente cortadas, com contornos nítidos, não podendo apresentar defeitos como extremidades lascadas, pontas salientes e cantos quebrados, nem folga excessiva com relação ao requadro de encaixe. As bordas dos cortes deverão ser esmerilhadas de forma a se tornarem lisas e sem irregularidades.

5.4.5 Recebimento Serão verificadas todas as etapas do processo executivo, de modo a garantir perfeito prumo, nivelamento, alinhamento, posição, assentamento, dimensões e formato das esquadrias, vedação, acabamento, funcionamento das partes móveis e colocação das ferragens. 5.5 COBERTURA

5.5.1 Cobertura de telha autoportante metálica

As telhas a serem instaladas serão termoacústicas, do tipo trapezoidal Panisol ou similar

Os apoios "AP-01" e pilares "P.1", serão fixados através de chumbadores do tipo WALSYMA.

Deverão ser observadas as especificações técnicas apresentadas no projeto de estruturas.

5.5.2 Rufos Em toda a periferia das platibandas ao redor da caixa d'água deverão ser executados rufos de concreto, conforme indicação no projeto de estrutura do telhado. 5.5.3 Calhas As calhas serão metálicas, conforme indicado em projeto. 5.5.4 Forro termoacústico Instalação de forro de lã de vidro com densidade de 46 kg/m3, em painéis revestidos com filme vinifico branco, em padrão a ser definido pela Fiscalização, com alto índice de absorção acústica., de acordo com as recomendações do fabricante.

A estrutura removível deverá ser suspensa, apoiada em perfis metálicos de aço galvanizado e pintura eletrostática a pó, na mesma cor do revestimento.

5.6 ACABAMENTOS

5.6.1 Revestimento de Paredes Internas e Externas

Todas as paredes serão revestidas, interna e externamente, com pelo menos uma argamassa, quando não especificado em contrário.

As lajes que levarem forro falso não levarão emboço nem reboco.

O revestimento com argamassa terá traço medido por meio de caixotes, com inscrição em ambas as faces contendo o nome, o material e o número de vezes em que entra no traço.

As superfícies a serem revestidas serão limpas a vassoura e fartamente molhada, chapiscadas as partes de concreto, previamente, tal como alvenarias, com argamassa de cimento e areia grossa a 1:3.

A espessura máxima do emboço será de 15mm e as camadas de emboço e reboco não deverão exceder juntas, a espessura de 25mm.

As superfícies revestidas deverão apresentar parâmetros perfeitamente planos, aprumados, alinhados e nivelados, com todos os cantos, horizontais como verticais, acabados em aresta viva.

Os emboços só serão aplicados depois de completada a pega das argamassas das alvenarias e chapisco.

As paredes internas levarão emboço de cimento, cal e saibro-areia a 1:2:8 ou cimento e saibro-areia a 1:8.

O emboço externo, onde houver, será executado com argamassa no traço 1:2:4 de cimento, cal, areia ou 1:6 de cimento e areia.

Os rebocos só serão aplicados após completa pega dos emboços cuja superfície será limpa a vassourinha; a espessura máxima do reboco será de 7mm.

Serão executados depois do assentamento de peitoris e aduelas e antes da colocação de cantoneiras, alizares e rodapés.

O reboco interno para acabamento a óleo será em argamassa de cal e areia fina a 1:1, alisada a desempenadeira de aço.

O reboco externo será no traço de 1:2:4 de cimento, cal e areia, acabamento a desempenadeira de madeira.

Todos os cantos vivos levarão peça especial de proteção tipo NED-REX ou PIN-CAN.

5.6.2 Azulejos Nos locais indicados em planta deverão ser aplicados azulejos brancos 15 x 15cm tipo Extra.

Deverão ser assentados com massa de cimento colante deverão ser observadas rigorosamente o esquadrejamento das paredes.

As juntas deverão ter, no máximo, 1,5mm e serão à prumo.

Após o assentamento e depois de bem seca a massa utilizada, deverá ser feito o rejunte com massa de cimento branco e água.

Os resíduos de cimento branco deverão ser retirados com estopa até que a junta fique perfeitamente visível.

Deverá ser evitado, pelo oficial desse serviço, que a sobra do material seja canalizada para a rede de esgoto do compartimento.

5.6.3 Piso Cerâmico Nos sanitários e copas deverá ser instalado piso cerâmico.

Prepara-se o contrapiso adequadamente impermeabilizado, nivelando-o.

Prepara-se argamassa de assentamento, que poderá ser argamassa A.10 (traço 1:2:3 de cimento, areia e saibro ou, na sua falta, a argamassa A.5 (traço 1:5 de cimento e areia peneirada).

A argamassa para o assentamento de ladrilhos cerâmicos não conterá cal, pois a umidade do solo acarreta, nessa hipótese o aparecimento de manchas brancas na superfície das peças ou no rejuntamento.

Nivela-se a argamassa sobre o contrapiso, com auxílio de uma régua, retirando-se as falhas com desempenadeira de madeira.

Polvilha-se o cimento sobre a argamassa desempenada, para otimizar a aderência das peças quando da sua colocação.

Após posicioná-las sobre o cimentado polvilhado úmido, limpam-se as cerâmicas com uma esponja. Deve-se evitar os vazios no verso da cerâmica.

Para evitar os vazios, utiliza-se uma tábua nivelada entre 2 ou 3 peças. Com uma martelo aplicam-se pequenas batidas sobre a tábua, até observar que os espaços foram todos preenchidos.

O rejuntamento só poderá ser executado 48 h após o assentamento da cerâmica. Será aplicado impermeabillizante na pasta do rejuntamento.

Aplica-se o rejuntamento com auxílio de uma espátula de borracha, no sentido diagonal das peças, de forma a preencher perfeitamente as juntas.

Após o rejuntamento, inicia-se a limpeza dos produtos com auxílio de uma esponja.

5.6.4 Piso Paviflex Nos locais indicados em planta deverá ser aplicado o piso vinifico, espessura 3 mm, dimensões 30x30 cm, tipo TP, igual ao existente. A base para colocação do piso deverá ser perfeitamente nivelada a preparada com a massa de cimento e areia 1:3:5 e espessura mínima de 2,5cm.

A cola empregada deverá ser fornecida ou recomendada pelo fabricante, assim como deverão ser seguidas todas suas instruções para uma perfeita colocação.

5.6.5 Soleiras, rodapés e peitoris Haverá soleira sempre que houver mudança de nível ou do material do piso.

Havendo mudança do material do piso, a soleira sempre será do material mais nobre. Quando o material mais nobre não permitir a execução de soleiras, as mesmas serão de mármore branco.

As soleira instaladas entre os sanitários, copa e circulação deverão ser em mármore branco.

As placas deverão ter espessura mínima de 3cm e a mesma largura da aduela, com os respectivos rebaixos, quando necessário. O assentamento será feito com argamassa de cimento e areia, traço 1:3 e somente poderão ser utilizadas peças em perfeito estado.

5.6.5.1 Rodapé vinílico e cerâmico Deverão ser utilizados os materiais do mesmo fabricante do piso, obedecendo-se todas as suas recomendações no tocante à fixação, com adesivo ou argamassa.

Para o assentamento dos rodapés, deverão ser seguidos os procedimentos descritos para o assentamento do piso. As juntas deverão coincidir com as juntas do piso.

5.6.5.2 Peitoris Todas as janelas receberão dos lados interno e externo, chapins de mármore branco, na espessura de 2cm

As peças deverão ser perfeitamente aparelhadas e polidas

Deverão ser assentadas com massa de cimento e areia na proporção de 1:3.

Nas partes interna e externa deverá ser deixado um bocel de 1,5cm.

5.6.6 Ferragens As ferragens deverão ser com acabamento cromado simples, de 1ª qualidade e obedecerão à seguinte especificação, de acordo com sua destinação, admitindo-se fechaduras marca La Fonte ou similar, dotadas de 02 (duas) chaves. - Portas de madeira: fechadura cromada, par de maçanetas, roseta, dobradiça (3 por porta) reforçada com anéis em latão;

- Portas de boxes : tarjeta livre/ocupado, dobradiça com mola em latão fundido;

- Divisória de mármore: cantoneiras, suporte, batentes e parafusos em aço cromado. 5.7 INSTALAÇÕES

5.7.1 Elétrica

5.7.1.1 Observações

A alimentação de energia elétrica das redes elétrica e estabilizada é feita através de subestação instalada no pavimento térreo e esta é alimentada através da rede pública por intermédio de entrada em poste, padrão da CEB, locado na frente do edifício. Da subestação sai a alimentação do Quadro Geral de Distribuição e a partir deste, a dos quadros parciais.

Os cabos alimentadores dos quadros parciais de força e luz, foram dimensionados a partir das cargas instaladas, considerando-se os respectivos fatores de demanda, indicados nas normas da ABNT e CEB.

Deverão ser observadas as normas ABNT-3 e de Distribuição de Baixa Tensão da CEB.

As instalações elétricas serão interligadas a Quadros Parciais de Distribuição de força, no mesmo pavimento, com circuitos e disjuntores independentes para as instalações elétricas e de ar condicionado.

5.7.2 Distribuição A distribuição de energia é efetuada através de circuitos de 380/220v, monofásicos, locados conforme desenhos do projeto. A iluminação e as tomadas de corrente foram distribuídas em circuitos monofásicos e a carga instalada foi distribuída nas três fases, conforme diagramas trifilares dos quadros.

Os quadros de distribuição de luz, são constituídos de disjuntores automáticos tipo quick-lag com proteção termomagnética conjugada, montada sobre caixa de ferro, chapa n.º 14, com ventilação permanente, trinco e fechadura.

Os disjuntores são fixados sobre placas de material isolante, com possibilidade de extração separada.

Os eletrodutos a serem utilizados serão em PVC rígido nas áreas internas e de ferro galvanizado nas áreas externas.

A iluminação do prédio será feita com luminárias fluorescentes de sobrepor. Nas áreas dotadas de forro as luminárias serão de embutir e nos locais indicados serão instaladas luminárias incandescentes.

As caixas de passagem deverão ser instaladas nas posições indicadas nos projetos e nos locais necessários à correta passagem da fiação.

Todas as conexões em cabos serão executadas com conectores do tipo pressão (sem solda) em latão ou bronze, fabricação BURDY do BRASIL ou ELTEC.

Os condutores serão de fabricação nacional, Pirelli ou similar, de cobre eletrolítico, isolados com material termoplástico para 750 voltes e 70%C, do tipo anti-inflamável.

5.7.2.1 Generalidades Os serviços de instalações elétrica deverão ser executados de acordo com a continuidade da obra devendo ser observados os seguintes itens:

Os eletrodutos serão cortados a serra e os bordos aparados com lima para remover rebarbas;

As ligações dos eletrodutos às caixas serão feitas por meio de buchas e arruelas de ferro galvanizado;

As curvas dos eletrodutos até 19mm poderão ser feitas no local, bitolas acima destas serão pré moldadas;

Durante a concretagem, todas as pontas de tubos expostos deverão ser fechadas com rolha de madeira;

A enfiação somente será feita após o revestimento da massa fina, posta a pavimentação, etc.

Antes da enfiação, todas as tubulações e caixas serão limpas. Nas tubulações secas serão deixados arames passados. Como lubrificante, somente será permitido o uso de parafina ou talco;

5.7.2.2 Materiais Deverão ser empregados somente materiais de fabricação Nacional e com certificados de ensaios executados em laboratórios oficiais.

Todos os materiais deverão ser acompanhados dos relatórios de teste de fábrica, que deverão fazer parte integrante do manual de manutenção.

5.7.2.3 Fabricantes  
Cubículos SACE ou similar.
Disjuntores SACE, S.SCHUM ou similar
Relês GENERAL ELETRIC, ENGLISH ou similar
T.corrente Siemens ou similar
Medidores H. BRAUN ou similar.
Muflas PIRELLI ou similar.
Chaves. Secionadas INEBRASA, SACE ou similar.
Chave. Comando SOLENOID ou similar.
  5.7.2.4 Aterramentos As partes metálicas não energizadas dos equipamentos terminais indicados serão ligados a barra geral de aterramento, empregando-se condutor de seção não inferior à 2,5m² . 5.7.2.5 Fiação A fiação será executada conforme bitolas e tipos indicados nos desenhos de projeto. As conexões e ligações deverão ser executadas utilizando o melhor critério, para assegurar durabilidade, perfeita isolamento e ótima condutibilidade elétrica.

A fiação é executada com condutores formados de fios de cobre eletrolítico flexível, de acordo com a ABNT-EB-11, e com a ABNT-EB-12.

O isolamento polivinilico, satisfazendo a IPCEA-S 61 402.

Toda fiação é levada a régua dos bornes terminais de modo a facilitar a interligação com equipamentos fornecidos com uma reserva de 20% da quantidade necessária. A cada bornes terminais (660V, são dimensionados para as correntes nominais dos circuitos, possuindo uma capacidade mínima de 16A.

Os condutores são claramente identificados por etiquetas ou luvas em cada extremidade. A identificação dos terminais é feita de forma a facilitar sua localização e compreensão.

Na identificação é adotada uma nomenclatura que caracteriza os circuitos de controle, de potencial, de corrente e de alimentação em CA e CC.

Os terminais destinados a interligação com um mesmo equipamento são agrupados em seqüência e sucessivamente.

Devem ser observados os seguintes procedimentos durante a realização das instalações:

a) Todas as emendas de fios serão soldadas e convenientemente isoladas;

b) Será feito um teste de isolamento a todos os circuitos que não deverão ter valores inferiores aos da NBR-5410;

c) Todos os cabos verticais serão fixados às caixas de passagem através de braçadeiras, afim de diminuir a tensão mecânica dos mesmos.

d) Os cabos de bitola superior ao de 10 mm² deverão ser emendados por meio de conectores apropriados.

5.7.2.6 Características
Classe de isolamento: - 5KV

N.º de fases: - trifásico

Ligação primária - triângulo

Ligação secundária - estrela com o neutro acessível.

5.7.2.7 Luminárias Luminárias de sobrepor , para 2 (duas) lâmpadas fluorescentes, tipo "luz do dia", de 40W, tipo calha aberta, retangulares, na cor branca, semelhante às existentes, com 1 reator tipo partida rápida, duplo, 40W, 220V.

No 2º andar as luminárias deverão ser retiradas e reinstaladas no forro.

Admitir-se-á o emprego de luminárias fabricadas por Philips do Brasil Ltda., Siemens S.A. ou similar.

5.7.2.8 Interruptores Deverão ser instalados interruptores simples conforme indicado nos projetos.

Os interruptores comuns deverão ser de embutir, com contatos de prata e demais componentes elétricos de liga de cobre. a resistência de isolamento dos interruptores deverá ser de , no mínimo, 10 Ohms.

Admitir-se-á a utilização dos produtos fabricados por Bticino Equipamentos Elétricos Ltda., Siemens S. A. ou similar.

5.7.2.9 Tomadas Tomadas comuns de 220V do tipo Universal, redondas, com espelho, embutidas na alvenaria, divisória, rodapé ou no piso, 4"x2", todas com 3 (três) pinos, tipo universal.

As tomadas de ar condicionado embutidas na alvenaria, deverão ser do tipo apropriado de 3 ( três ) pinos, providos de caixas Air-Stop com disjuntores de 20 (vinte) ampéres.

Ñas instalações aparentes deverão ser utilizados conduletes.

Admitir-se-á a utilização dos produtos fabricados por Biticino Equipamentos Elétricos Ltda., Siemens S. A. ou similar.

5.7.2.10 Disjuntores Todos os disjuntores, reles e seus demais componentes deverão estar calibrados para operar adequadamente em temperaturas e umidade relativas de até 45º C e 90 % ,respectivamente. Os disjuntores de média e baixa tensão deverão admitir, para as diversas partes dos componentes, as elevações de temperaturas previstas nas respectivas normas.

Todos os disjuntores deverão apresentar uma identificação, indelével na qual deverão constar, no mínimo as seguintes informações:

- nome ou marca do fabricante;

- número de catálogo ou modelo do disjuntor designado pelo fabricante;

- tensão nominal do isolamento;

- corrente nominal do disjuntor;

- freqüência nominal;

- capacidade de interrupção em curto-circuito;

- referência à norma da ABNT pertinente.

Admitir-se-á os produtos fabricados por Bticino Equipamentos Elétricos Ltda., Klockner-Moeller Equipamentos Industriais Ltda. ou similar. 5.7.3 Rede Estabilizada Na instalação da rede estabilizada, de 110V, deverão ser seguidas as especificações do item 5.7.2 5.7.4 Instalações de pontos lógicos

5.7.4.1 Observações

Será instalada rede estabilizada para os pontos de microcomputador novos e existentes, com circuitos e quadros separados.

Os novos pontos lógicos serão instalados a partir do CPD, localizado no 2º andar.

Deverá ser mantido o padrão existente.

5.7.4.2 Cabos e eletrocalhas Serão utilizados cabos UTP categoria 5 em conformidade com a recomendação EIA/TIA 568-A, 04 pares, com isolamento e capa externa não propagadores a chama, suporte a velocidade de transmissão de 10 Mbps e 100 Mbps, comprimento máximo de segundo de 90m, lançamento e montagem dos segmentos através das eletrocalhas, quando embutidas no forro, conectados ao Rack (path panel) do andar e do CPD. - fornecimento e instalação de eletrocalhas completas( peças de fixação e juntas) para o lançamento e proteção dos segmentos localizados em forros.

- contra interferência eletromagnética e de material não propagante à chama e instalação em paralelo com rede elétrica à distância menor que 25cm da rede elétrica,

-

5.7.4.3 Tomadas

Conjuntos completos, incluindo caixas, espelhos e peças para fixação para todos os pontos e nós, embutidas nas paredes, rodapés ou piso.

Conectores RJ45 fêmea e demais componentes Categoria 5, aderentes à recomendação EIA/TIA 568-A, com identificação dos conectores referentes aos segmentos, à prova de remoção tipo oval-grip, ou similar, em ambas as extremidades.

5.7.4.4 Certificação dos segmentos (pontos de rede) Aferição de instalação dos segmentos da rede lógica, através de equipamentos apropriado ( Cabling Scanner com freqüência de operação mínima de 100Mhz) de todos os pontos e componentes da rede, novos ou remanejados. 5.7.4.5 Documentação Fornecimento do Relatório de Certificado Categoria 5 DE CADA PONTO DA REDE lógica. 5.7.5 Telefônicas Os materiais a serem utilizados na execução das tubulações telefônicas deverão ser rigorosamente adequados às finalidades a que se destinam e devem satisfazer às normas específicas da ABNT, da TELEBRÁS e da TELEBRASÍLIA.

As tubulações de telefone serão independentes da de rede lógica.

Os eletrodutos deverão ser rígidos, sem costuras ou rebarbas, de PVC rígido tipo rosca, protegidos na extremidades com buchas de vedação. As luvas, curvas, buchas e arruelas deverão ser de material e dimensões compatíveis com os eletrodutos aos quais serão ligadas.

5.7.5.1 Caixas de distribuição Deverão ser instaladas 2 (duas) caixas de distribuição, no 3 andar, confeccionadas em chapa de aço de, no mínimo, 1mm de espessura e pintadas com tinta anti-ferrugem.

Deverão ser puxados e conectados da caixa central, localizada no térreo, cabos de ligação, até as duas caixas existentes e daí até as novas caixas.

Dessas novas caixas partirão os cabos que conectarão as tomadas.. De cada caixa partirão 30 pontos para instalação de ramais.

5.7.5.2 Cabos e conectores As conexões dos cabos as caixas do Térreo e do 3º andar se darão através de conectores BLI, bloco de ligações internas.

Os cabos das caixas existentes as novas caixas correrão em tubos de PVC de 1 ¼".

Serão utilizados cabos de 30 pares do térreo às novas caixas, em seguida de 2 pares até as tomadas.

Serão utilizados cabos CCI-50.

Serão instaladas 60 (sessenta) tomadas nos rodapés ou nas paredes, em caixas de 4"x4".

As emendas dos eletrodutos rígidos deverão ser feitas através de luvas atarraxadas em ambas as extremidades a serem ligadas. As extremidades deverão ser introduzidas na luva até se tocarem para que a continuidade interna seja assegurada.

A junção dos eletrodutos de uma mesma linha deve ser feita de modo a permitir e manter permanentemente o alinhamento e a estanqueidade.

Os cortes nos eletrodutos rígidos deverão ser perpendiculares ao eixo e as rebarbas deverão ser retiradas.

Os elementos deverão ser, sempre que possível, assentados em linha reta.

Quando necessário, as curvas deverão ser pré-fabricados, de padrão comercial e de acordo com o diâmetro do eletroduto empregado.

Nas juntas de dilatação a tubulação deverá ser seccionada colocando-se caixas de passagem junto à mesma, uma de cada lado. Numa das caixas um dos eletrodutos não deve ser fixado ficando livre.

Em todos os lances da tubulação deverão ser passados arames guias de aço galvanizado de 1,65 mm de diâmetro, que deverão ficar dentro das tubulações, presas nas buchas de vedação, até sua utilização no puxamento dos cabos.

As portas das caixas deverão abrir para o lado de fora e possuir fechaduras de tipo borboleta e dispositivos de ventilação.

Para facilitar os trabalhos de execução de cabos e serviços de instalação no interior das caixas, as portas deverão se abrir de modo a deixar livre sua abertura.

A fixação dos eletrodutos nas caixas deve ser feita por meio de arruelas e buchas de proteção. Os eletrodutos não devem ter saliências, maiores que a altura da arruela mais a bucha de proteção no interior da caixa. As caixas de passagem e distribuição deverão ser instaladas de modo que seu centro fique à 1,30m do piso.

As caixas de saída em paredes serão padrão TELEBRÁS e devem ser localizadas a 0,30m do piso para telefone de parede.

As caixas de saída no piso serão de alumínio fundido, nas dimensões de 10 x 10 x 5 cm, padrão TELEBRÁS.

5.7.6 Som Ambiente

5.7.6.1 Ligação à rede

A rede de Som Ambiente da área de acréscimo deverá ser puxada dos pontos mais próximos, da mesma rede, através de fio paralelo bicolor, preto e vermelho, de 2x16", ou igual ao existente.

Todos os fios e cabos deverão ser embutidos.

Em todos os ponto serão instalados caixas acústicas com sonofletores de 6", potenciômetros e transformadores de linha.

5.7.6.2 Linhas de Áudio Deverá ser desmembrada a linha de áudio do 3º andar que funciona junto com o 1º andar, que está ligada atualmente no canal B do amplificador acustavoice.

Está linha deverá ser instalada no amplificador reserva existente, que passará a alimentar todo o 3º andar, inclusive a nova ala a ser construída.

5.7.6.3 Amplificador reserva Deverá ser instalado 1 amplificador no rack da central de som ambiente, ligado através da chave comutadora existente, a fim de possibilitar a interligação do mesmo com os 03 amplificadores existentes. Em caso de pane no sistema haverá um by pass para acionamento do amplificador reserva. 5.7.6.4 Características da linha: linha de 100 volts

sistema by pass

transformadores de linha: 3K, 2,5watts e 08ohms

potenciômetros de fio 30 ohms

alto falante 06 polegadas, 08 ohms, 20 watts IHF

caixas acústicas em madeira, seguindo o padrão das já existentes.

5.7.7 Pára-raios O sistema de proteção contra descargas atmosféricas deverá ser retirado e após a conclusão da obra, reinstalado conforme as especificações a seguir. 5.7.7.1 Aterramento O aterramento existente deverá ser medido e caso este apresente resistência superior a 10 (dez) Ohms deverá ser corrigido.

O aterramento da nova descida deverá ser interligado com o aterramento existente de maneira a garantir a equipotencialidade do sistema.

Todas as estruturas metálicas próximas à instalação do pára-raios ou que possam receber descargas diretas deverão ser interligadas ao cabo de descida ou de aterramento a fim de se evitar descargas laterais

5.7.7.2 Descidas Instalação de proteção mecânica para as descidas em eletroduto não magnético com comprimento de 2,50m a partir do piso acabado.

.Cada condutor de descida, com exceção das descidas naturais, deve ser provido de uma conexão de medição, instalada próximo do ponto de ligação ao eletrodo de aterramento. A conexão deve ser desmontável por meio de ferramenta, para efeito de medições elétricas, mas deve permanecer normalmente fechada. É recomendada a instalação de "caixas de medição de resistência de terra" para locar a citada conexão.

A conexão entre os cabos de descida e o sistema de eletrodos de terra deve estar acima do nível do solo, e em local de fácil acesso e inspeção.

O cabo deverá ser contínuo desde as caixas de medição de resistência de terra até as hastes.

5.7.8 Água fria

5.7.8.1 Observações

A tubulação e conexões serão em PVC enroscável da marca TIGRE ou similar, nas bitolas indicadas em planta sendo que todas as deflexões serão executadas com o auxílio de conexões apropriadas.

Os registros de pressão e gaveta, instalados em parede, serão da marca DECA ou similar, com os acabamentos especificados na arquitetura.

Os registros de gaveta do barrilete serão da marca DECA, com acabamento bruto.

As canalizações de distribuição de água serão inteiramente horizontais, devendo apresentar declividade mínima no sentido do escoamento.

Durante a construção e até a montagem dos aparelhos, todas as extremidades livres das canalizações serão vedadas.

Estão incluídos neste serviço as instalações de água fria para o consultório médico e odontológico.

Toda a tubulação correspondente a caixas d'água (by pass) na área a ser ampliada deverá ficar embutida na alvenaria.

5.7.8.2 Válvulas e registros As válvulas de registro e de pressão serão especificadas para cada caso particular, considerada a pressão de serviço projetada.

Serão admitidas peças do seguintes fabricantes:

Dal-Docol Comércio de Produtos Sanitários Ltda. ou similar;

Fabrimar SA Indústria e Comércio ou similar:

Deca ou similar.

5.7.8.3 Metais para equipamentos sanitários Os artigos de metal para equipamento sanitário serão de perfeita fabricação, esmerada usinagem e cuidadoso acabamento. As peças não poderão apresentar quaisquer defeitos de fundição ou usinagem. As peças móveis serão perfeitamente adaptáveis às suas sedes, não sendo tolerado qualquer empena, vazamento, defeito de polimento, acabamento ou marca de ferramentas.

A galvanoplastia dos metais será primorosa, não se admitindo qualquer defeito na película de recobrimento, especialmente falta de aderência com a superfície de base.

Poderão ser fornecidos os produtos fabricados por:

Celite SA Indústria e Comércio ou similar;

Dal-Docol Comércio de Produtos Sanitários Ltda. ou similar

5.7.8.4 Boxes para deficientes As torneiras serão cromadas, com sistema de acionamento com alavancas operáveis com um único movimento, conforme NBR 9050/85 da ABNT.

Serão instaladas barras de apoio com comprimento mínimo de 65cm e diâmetro de 3cm, firmemente fixadas às paredes laterais e na parede do fundo.

As barras devem guardar distância das paredes de 4cm e a barra do fundo deve ser fixada no eixo do vaso sanitário, a 30cm acima do assento.,

5.7.9 Esgoto sanitário As instalações de esgotos, compreendendo as de esgotos primários e secundários, serão executados rigorosamente de acordo com as normas da CAESB, e com as especificações que se seguem;

As derivações de esgotos (ramais de descarga ou esgoto) correção, conforme indica o projeto original, nos poços ou rebaixos de pisos, não podendo jamais, estender-se embutidas no concreto a estrutura.

Todas as canalizações serão de tubos de PVC esgoto, de fabricação Tigre ou similar.

As declividades das canalizações obedecerão às indicações constantes do projeto, devendo ser observados os seguintes dados:

- ramais de descarga - declividade mínima 2%;

- ramais de esgoto sub-coletores conforme dados dos projetos.

Os tubos de ponta e bolsa serão assentados com bolsa voltada para o montante, isto é, em sentido oposto ao do escoamento.

Durante a construção, até a montagem dos aparelhos sanitários, todas as extremidades das canalizações serão vedadas com plug convenientemente apertados, não sendo tolerado o emprego de buchas de papel ou madeira para tal fim.

As canalizações de esgotos serão submetidas a prova de impermeabilidade, antes da colocação geral dos aparelhos.

O esgotamento dos aparelhos, até os sanitários ou desconectores de rede de esgotos primários, será calculado conforme indicação de projeto, os ralos comuns e sinfonados serão de PVC ref. Tigre ou BRASILIT com grelha cromada.

Serão cuidadosamente montados de forma a proporcionar perfeito funcionamento, permitir fácil limpeza e remoção, bem como, evitar a possibilidade de contaminação de água potável.

Todas as interligações com a instalação já existente será de responsabilidade da construtora, devendo recuperá-las, caso haja dano durante a execução dos serviços.

Estão incluídos neste item as instalações sanitárias para o consultório médico e o odontológico.

5.7.9.1 Aparelhos sanitários A louça para as diferentes tipos de aparelhos sanitários e acessórios será de grés branco (grés porcelâmico), salvo quando especificado de modo diverso. As peças serão bem cozidas, desempenadas, sem deformações e fendas, duras, sonoras, resistentes e praticamente impermeáveis. O esmalte será homogêneo, sem manchas, depressões ou granulações ou fendilhamentos.

Consideram-se análogos os aparelhos sanitários de louça fabricados por:

Celite SA Indústria e Comércio ou similar;

Incepa Indústria Cerâmica o Paraná ou similar.

5.7.10 Combate a Incêndio A partir do reservatório superior, na qual foi deixada uma reserva inviolável para alimentar as caixas de incêndio, instaladas nos locais indicados em projeto. As caixas serão alimentadas por uma única coluna de ferro galvanizado de 0,63 mm instalado na calçada da rua de acesso.

Foi previsto também, a instalação de dispositivo de emergência colocado na calçada frontal ao prédio e interligado no reservatório inferior.

As caixas de incêndio serão confeccionadas em chapa de aço reforçada, pintadas na cor vermelho, com portas com ventilação adequada, trinco "borboleta", visor de inspeção em vidro fosco de 3mm de espessura com a inscrição da palavra INCÊNDIO, com cesto interno para abrigo de mangueira de esguicho, moldura ajustável à parede, fabricação BUCKA ou similar.

Toda a tubulação deverá ser da classe 10, TUPY ou similar e as conexões deverão seguir as seguintes bitolas:

- Tampão de mangueira 2 1/2", latão fundido;

- Adaptador para mangueira 2 1/2", latão fundido;

- Uniões para mangueira 2 1/2", latão fundido;

- Esguicho 2 1/2" x 16mm, latão fundido.

As mangueiras deverão ser fabricadas em fibra sintética pura, tipo D, dimensões 2 1/2" x 25m, fabricação PARSH, ou similar.

Serão instaladas, além do que foi previsto em projeto, Extintores portáteis de C02, água pressurizada e pó químico na quantidade e localização que o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal assim o definir.

5.8 PINTURAS

5.8.1 Pintura de forros, paredes e pilares

A pintura é composta de fundos e massas.

Os fundos têm como função ligar o substrato às tintas ("primer") para selar as superfícies, proporcionando economia no consumo das tintas.

As massas servem para tornar as superfícies mais lisas e homogêneas.

Conforme as normas da ABNT e as prescrições do fabricante da tinta, o processo de pintura deverá realizar-se através das seguintes etapas:

- Preparação da superfície;

- Aplicação eventual de fundos, massas e condicionantes;

- Aplicação de tinta de acabamento.

5.8.1.1 Preparação das superfícies do substrato

Tem por objetivo melhorar as condições do substrato para recebimento da tinta, conforme a seguir: - Substratos de alvenaria, rebocos ou concreto - prepara-se a superfície, tornando-a limpa, seca, lisa, isenta de graxas, óleos, poeiras, ceras, resinas, sais solúveis e ferrugem, corrigindo-se a porosidade, quando exagerada.

- Substratos metálicos - em superfícies metálicas, a preparação se fará principalmente atendendo ao desengraxe e à eliminação de ferrugem.

- Preparação das superfícies para repintura - Terá por objetivo melhorar as condições para o recebimento da nova tinta.

5.8.1.2 Superfície em alvenaria, reboco ou concreto

Lixam-se e removem-se totalmente a poeira e as partes soltas com auxílio de jato de ar ou processo manual (espanar);

Lavam-se as superfícies com desengraxante, sabão neutro ou solução de hipoclorito de sódio a 5%, com escovamento vigoroso ou jato de água;

Utiliza-se solução de detergente e água morna para retirar manchas de gordura;

No caso de umidade interna, eliminam-se vazamentos, infiltrações ou goteiras;

Para eliminação do mofo, lava-se com solução com água sanitária na proporção 1:1 ou com hipoclorito de sódio na proporção 1:20;

Enxágua-se a superfície até ficar bem seca.

5.8.2 Aplicação de tintas Para cobrir totalmente a superfície a pintar, será suficiente a quantidade de demãos orientada pelo fabricante. Nunca, porém, menos que duas.

Cada demão de tinta só poderá ser aplicada quando o precedente estiver perfeitamente seca, convindo observar o intervalo de 24 horas entre demãos sucessivas, salvo especificação em contrário.

Igual cuidado haverá entre demãos de tinta e massa, observando-se o intervalo mínimo de 48 horas após cada demão de massa, salvo especificação em contrário.

Os trabalhos de pintura em locais não convenientemente abrigados requerem procedimentos de proteção contra poeira até que as tintas sequem inteiramente, e serão suspensos em tempo de umidade relativa alta.

Serão adotadas precauções especiais no sentido de evitar salpicos de tinta em superfícies são destinadas a pintura (tijolos aparentes, mármores, vidros, ferragens de esquadrias, etc.), tendo em vista a grande dificuldade de ulterior remoção de tinta aderida a superfícies rugosas ou porosas.

A fim de proteger as superfícies referidas, serão tomadas precauções especiais, quais sejam:

- Isolamento com tiras de papel, cartolina, fita de celulose e pano, de guarnições de esquadrias e portas;

- Separação com tapumes de madeira, chapas metálicas ou de fibra de madeira comprimida;

- Enceramento provisório para proteção de superfícies destinadas a enceramento ulterior e definitivo;

- Pintura com preservador plástico que acarrete a formação de película para posterior remoção.

Os salpicos que não puderem ser evitados, deverão ser removidos enquanto a tinta estiver fresca, empregando-se removedor adequado.

A indicação exata dos locais a receber os diversos tipos de pintura e respectivas cores será determinada nos projetos, especificações ou diretamente pela FISCALIZAÇÃO.

Salvo autorização expressa da Fiscalização, serão empregadas, exclusivamente, tintas já preparadas em fábrica, entregues na obra com a embalagem original intacta.

5.8.3 Métodos de aplicação Diversos métodos são utilizados industrialmente para a aplicação de tintas e novos métodos estão sendo constantemente desenvolvidos, sendo que os mais comuns são o de aplicação a pincel e rolo manual. 5.8.3.1 Aplicação a pincel e rolo manual É essencial que a película não endureça antes que a operação esteja completada. A tinta deverá permanecer úmida o tempo suficiente para permitir a ligação das áreas separadas, sem deixar marcas (manchas que evidenciem a descontinuidade ou interrupção de operação de aplicação).

A tinta será considerada boa para ser aplicada a pincel quando obedecer aos seguintes requisitos:

- Espalhamento com pequeno esforço (não excessivamente viscosa ou espessa);

- Permanência da fluidez o tempo suficiente para que as marcas do pincel desapareçam e para evitar o escorrimento pelas superfícies verticais.

5.8.3.2 Massa corrida com pintura pva

Em todos os locais indicados no projeto arquitetônico deverá ser aplicado massa corrida com pintura PVA.

As superfícies deverão estar perfeitamente limpas e secas antes que se proceda qualquer operação.

O construtor deverá tomar especial cuidado para que sejam protegidas contra respingos de tintas as peças tais como: louça, metais, luminárias, vidros, esquadrias e ferragens, assim como também os próprios pisos.

5.8.3.3 Massa com pintura à óleo Nas superfícies indicadas no projeto arquitetônico deverá ser aplicada pintura à óleo.

As superfícies deverão estar totalmente desempenadas e secas para recebimento da massa corrida à óleo e posteriormente, após seca, aplicação de tantas demãos de óleo quantas forem necessárias para que se obtenha um perfeito acabamento, sendo que deverá ser aplicada no mínimo 2 demãos.

5.8.3.4 Massa corrida com pintura pva nos tetos (gesso) Em todos os locais indicados no projeto arquitetônico com forro de gesso deverá ser aplicado massa corrida com pintura PVA.

As superfícies deverão estar perfeitamente limpas e secas antes que se proceda qualquer operação.

O construtor deverá tomar especial cuidado para que sejam protegidas contra respingos de tintas as peças tais como: louças, metais, luminárias, vidros, esquadrias e ferragens, assim como também os próprios pisos.

5.8.3.5 Validade Os materiais só poderão ser aplicados dentro do prazo de validade informado pelo fabricante. 5.8.3.6 Risco á saúde Deverão ser utilizadas máscaras e roupas apropriadas. Não será permitida a utilização de solvente na limpeza do corpo. Será mantida a higiene pessoal.

Em caso de contato de tintas ou vernizes, lava-se a pele com água e sabão; se o contato for com os olhos, lavam-se eles com água abundante.

5.8.3.7 Áreas externas A Contratada será responsável pela eventual montagem e desmontagem de andaimes ou elevadores, caso necessário, assim como por todo o Equipamento de Proteção Individual (EPI) de seus funcionários ou contratados.

A Contratada se responsabilizará por todo e qualquer dano material ou humano decorrente da realização dos serviços descritos acima.

5.9 Fachadas

5.9.1 Brises

Fornecimento e instalação de brises metálicos, confeccionados em chapa 16, com tratamento antiferrugem e pintura idêntica aos existentes, para as fachadas laterais da área de acréscimo. 5.9.1.1 Recuperação dos brises existentes Deverão ser retirados os brises metálicos da fachada, onde será construído o acréscimo, tomando-se os cuidados necessários para que não sejam danificados para posterior reinstalação na área a ser ampliada

Todos os brises metálicos retirados da área a ser ampliada, assim como nas demais fachadas, deverão ser recuperados seguindo as determinações abaixo especificadas.

Deverão ser removidas com espátula as partes soltas da tinta.

Prepara-se a superfície atendendo ao desengraxe e à eliminação da ferrugem, utilizando-se, para limpeza dos metais, zarcão, óxido de ferro vermelho, laca a base de cromado de zinco ou "primer" sintético.

Os furos para escoamento de águas pluviais deverão ser refeitos.

A aplicação da tinta deverá ser suficiente para cobrir totalmente a superfície a pintar sendo suficiente a quantidade de demãos orientada pelo fabricante. Nunca, porém, menos de 2 (duas).

5.9.2 Vedação de trincas do poço de ventilação Escareamento das paredes em toda a extensão da trinca, nos pontos de junção entre alvenaria e estrutura nas fachadas e posterior aplicação de mastique elástico à base de poliuretano, de alta resistência, conforme instruções do fabricante, recuperação do emassamento e posterior pintura. 5.9.2.1 Vedação de esquadrias Deverá ser executada a vedação dos vãos nas esquadrias existentes e a instalar, por onde possa haver a possibilidade de infiltração de água, com selante de borracha de silicone, de modo a formar uma junta impermeável e que resista às condições de temperatura e umidade.

A aplicação deverá ser de acordo com as prescrições do fabricante.

5.10 ELEMENTOS DECORATIVOS

5.10.1 Divisórias de mármore

As divisórias com mármore deverão obedecer as dimensões e alinhamentos indicados nas plantas com a espessura mínima de 3cm, mármore branco. O sistema de fixação será por meio de cola especial ou massa plástica e em obediência aos detalhes contidos no projeto. As ferragens serão de metal cromado fosco, na cor marrom, marca La Fonte ou similar. 5.10.2 Forro de gesso Nos locais indicados em plantas do projeto arquitetônico deverão ser aplicados forro de gesso em placas estruturais tipo gypsum. A fixação deverá ser feita por meio de cantoneiras metálicas e parafusos especiais de metal. Deverá haver rebaixo entre as placas para emassamento e perfeito rejuntamento das placas para posterior aplicação de massa corrida e pintura. Deverá ser previsto forro de gesso no 2º andar, nos locais onde houver a passagem de tubulações de água fria e esgoto para os consultórios médico e odontológico, assim como para os sanitários a serem construídos no 3º andar. Não serão admitidas tubulações aparentes nas instalações hidráulicas e sanitárias. 5.10.3 Bancada de mármore Instalação de 2 (duas) bancadas de mármore branco nacional de 25 mm de espessura, com cuba inox, válvula tipo americana.

Espelho em mármore branco com espessura de 15 mm e altura de 7 cm.

5.10.4 Cabides em louça Cabides em louça branca simples de um gancho, a serem instalados conforme orientação da Fiscalização. 5.10.5 Tampos de vasos sanitários Todos os vasos deverão receber tampos duplos de plástico rígido com fixação por meio de parafusos de plástico. A cor deverá ser bege clara e deverá seguir a linha da louça especificada 5.10.6 Serviços de limpeza Serão considerados como limpeza, os serviços de raspar, calafetar e encerar os pisos; aos materiais cerâmicos, aos aparelhos e aos vidros, desempenar, retirar detritos, polir metais e ferragens, e finalmente retirar entulhos.

Limpeza de pisos ou paredes de material cerâmico, com ácido muriático em solução de 1:3 de água; o local esfregado, logo em seguida deverá ser lavado com bastante água. Na limpeza dos pisos, deve-se ter cuidado inicial de tampar os ralos a fim de que os detritos provenientes de limpeza não venham a obstruí-los.

A limpeza de mármores deverá ficar a cargo do próprio empreiteiro que fornecer e colocar este material.

Limpeza dos metais dos aparelhos sanitários: os metais com acabamento cromado serão limpos com removedor de tinta ou verniz. Caso contrário, serão unicamente esfregados com pano grosso e seco até recuperarem seu brilho natural.

Limpeza dos aparelhos sanitários serão lavados somente com água e sabão, devendo-se ter o cuidado de retirar todo excesso de massa que foi utilizado na colocação das peças.

Em nenhum caso será permitido o emprego de soluções ácidas nas louças sanitárias e não será permitido o uso de palha de aço. Os restos da limpeza dos aparelhos, de modo algum deverão ser lançados no esgoto do próprio aparelho.

Limpeza dos vidros - cuidado especial deverá ser observado na limpeza dos vidros junto às peças das esquadrias e às peças pintadas.

  1. Quadro de Quantidades
(Consultar no Edital) 7 Plano de Execução 7.1.1 Canteiro O canteiro será instalado dentro do lote, de acordo com orientação da fiscalização.

Retirada dos Brises e Esquadrias

Os brises e esquadrias retirados da área de acréscimo deverão ser reaproveitados.

7.1.2 Acréscimo Reforço estrutural

Para execução do reforço estrutural, no 2 andar a empresa deverá isolar sua área de trabalho, para não interferir nas atividades do Tribunal, não sendo isto possível os serviços serão executados fora do horário de trabalho do TST.

Os mesmos cuidados deverão ser tomados durante a execução de toda área de acréscimo.

Pilares de concreto

Os pilares de concreto da fachada serão encaixados na platibanda existente, para manter o aspecto arquitetônico do prédio.

7.1.3 Área existente Para execução das ligações da área existente com a de acréscimo a empresa deverá isolar sua área de trabalho, para não interferir nas atividades do Tribunal, especialmente no funcionamento do restaurante. Não sendo isto possível os serviços serão executados fora do horário de trabalho do TST. 7.1.4 Instalações As instalações deverão ser executadas em horários compatíveis com as atividades desenvolvidas no local., para não interferirem nas atividades do Tribunal, de acordo com orientação da fiscalização.

A contratada deverá apresentar planta de localização do canteiro de obras, com localização do elevador de obra.

8 Recomendações Especiais 8.1 ENTREGA DA OBRA

8.1.1 Aprovação dos projetos

O construtor, após o recebimento da ordem de serviço para o início das obras, assumindo a responsabilidade técnica da edificação, deverá providenciar a aprovação de todos os projetos junto aos órgãos competentes municipais, assim como o encaminhar para os devidos registros junto ao CREA da Região um jogo de cópias que, após carimbados pelo órgão, deverá ser mantido em arquivo especial, juntamente com os projetos aprovados até ao final da obra.

O Construtor ou Empreiteiro, antes da comunicação do término da obra, deverá efetuar uma vistoria final do prédio, acompanhado da Fiscalização.

Serão verificadas todas as partes aparentes que constituem o acabamento final das obras, bem como as instalações, fazendo as provas de isolamento e queda de tensão dos circuitos, conforme determina a NB-3, existência de possíveis vazamentos e a colocação de todos os aparelhos em funcionamento, inclusive, instalações mecânicas existentes bombas, motores e seus comandos automáticos. Por ocasião do recebimento definitivo da obra, o Contratado deverá fornecer à Fiscalização um certificado de garantia de cada um dos equipamentos instalados na obra.

8.1.2 Alvará de construção Após a aprovação dos projetos pelos órgãos competentes, o construtor deverá providenciar a expedição do alvará de construção junto à administração pública e ao CREA, efetuando registros, pagamentos de taxas para licenças etc.

A empresa deverá apresentar cronograma físico-financeiro e orçamento completo com composição de preços unitários.

8.2 FISCALIZAÇÃO O TST manterá na obra, engenheiros, arquitetos e propostos seus, com autoridade para exercer em nome do TST, toda e qualquer ação de orientação geral, controle e fiscalização da obra e dos serviços contratados.

Todos os projetos executivos deverão ser elaborados de acordo com as normas da ABNT.

Em caso de dúvidas quanto à interpretação da especificação e dos desenhos, será sempre consultada a Fiscalização, sendo desta o parecer definitivo.

A Contratada deverá entregar à Fiscalização, antes do início dos serviços, amostras e/ ou catálogos com especificações técnicas dos materiais a serem empregados.

Todos os materiais a serem empregados na execução dos serviços serão de 1ª qualidade, obedecendo às especificações, sob pena de impugnação dos mesmos pela Fiscalização.

Todos os lotes ou partidas de materiais serão aprovados pela Fiscalização, por comparação às amostras previamente escolhidas e autenticadas. Nenhuma peça, material ou equipamento será aceito sem que tenham sido efetuados satisfatoriamente as inspeções, testes ou ensaios especificados pela Fiscalização.

A Fiscalização poderá determinar a substituição dos equipamentos e ferramentas julgados deficientes, cabendo à Contratada providenciar a troca dos mesmos no prazo máximo de 24 horas.

A obra será entregue sem instalações provisórias e livre de entulhos ou quaisquer outros elementos que possam impedir a utilização imediata das unidades, devendo a Contratada comunicar, por escrito, à Fiscalização, a conclusão dos serviços, para que possa proceder à vistoria da obra com vistas à sua aceitação provisória. Todas as superfícies deverão estar impecavelmente limpas.

A Fiscalização deverá testar e observar o funcionamento das instalações e equipamentos implantados por, pelo menos, 7 (sete) dias úteis antes de aprovar o serviço.

8.3 OBSERVAÇÕES GERAIS A CONTRATADA só poderá iniciar a obra após ORDEM DE SERVIÇO emitida pelo Serviço de Engenharia do TST.

A aplicação dos materiais industrializados e os de emprego especial obedecerá sempre às recomendações dos fabricantes, cabendo à Contratada, em qualquer caso, a responsabilidade técnica e os ônus decorrentes da má aplicação dos mesmos.

Em caso de divergência entre as cotas assinaladas nos desenhos e as das dimensões medidas em escala, prevalecerão, sempre, as primeiras.

As firmas licitantes deverão comparecer ao local para vistoria, conferindo todas as medidas apresentadas nesta Especificação, por se tratarem de valores aproximados.

Os quantitativos cotados nesta Especificação são aproximados, utilizados, apenas, como indicativos da ordem de grandeza de cada serviço, ficando as firmas licitantes cientes de que estes valores poderão variar para mais ou para menos em relação aos valores por elas calculados.

No caso da Contratada, como resultado das suas operações, prejudicar áreas incluídas ou não no setor do seu trabalho, ela deverá recuperá-las, deixando-as em conformidade com o seu estado original.

A Contratada deverá oferecer garantia mínima de 5 (cinco) anos e manter um técnico responsável no local da obra.

A execução de todas as etapas do serviço, a mobilização de equipamentos e transporte de material deverão ser feitos de modo a não prejudicar a circulação de pessoas, os serviços deste Tribunal, observando-se sempre a máxima segurança contra acidentes.

Deverão ser empregados, para melhor desenvolvimento dos serviços contratados, em conformidade com a realização dos mesmos, todo equipamento e ferramentas adequadas.

Ficará a cargo da Contratada a limpeza diária dos locais onde será executada a obra.

Somente será permitido o ingresso dos funcionários da Contratada neste Tribunal acompanhados da Fiscalização e devidamente uniformizados.

As instalações elétricas, de rede lógica, de rede estabilizada e de telefone deverão correr próximas, para facilitar a utilização dos pontos.